Explore the latest books of this year!
Bookbot

Casa dos Braga, de Rubem Braga: retratos de uma morte feliz

Parameters

  • 76 pages
  • 3 hours of reading

More about the book

Este livro aborda as similaridades e incongruências entre a arte de registrar os instantes através da fotografia e a arte de Rubem Braga em escrever suas crônicas. A partir da leitura da coletânea Casa dos Braga: memória de infância, de Rubem Braga (1913-1990), publicada em 1997, o texto aqui apresentado evidencia nessa obra do Braga o caráter fragmentário, o recorte de personagens e paisagens, as dimensões reduzidas dos textos coligidos e o pendor documentário dessa recolha de crônicas da infância que conduzem o leitor a surpreender a tangência e a contaminação das operações da escrita memorialística pelos processos do dispositivo fotográfico, aqui considerado tanto como metáfora da permanência dos resíduos mnemônicos no aparelho psíquico, quanto como sintoma que reúne a fotografia e as écritures de soi na mesma tensão indecidível entre o registro testemunhal do passado e as muitas irrupções do imaginário e da ficção. Ali mudada em tipos imóveis, a memória textualizada nos mobiliza para vivificar o que está morto, como no paradoxo em que a fotografia se diz: eternização do instante .

Book purchase

Casa dos Braga, de Rubem Braga: retratos de uma morte feliz, José Geraldo Batista

Language
Released
2014
Binding
(Paperback)
We’ll email you as soon as we track it down.

Payment methods

No one has rated yet.Add rating

Title
Casa dos Braga, de Rubem Braga: retratos de uma morte feliz
Language
Portuguese
Released
2014
Format
Paperback
Pages
76
ISBN10
3639615840
ISBN13
9783639615845
Series
Description
Este livro aborda as similaridades e incongruências entre a arte de registrar os instantes através da fotografia e a arte de Rubem Braga em escrever suas crônicas. A partir da leitura da coletânea Casa dos Braga: memória de infância, de Rubem Braga (1913-1990), publicada em 1997, o texto aqui apresentado evidencia nessa obra do Braga o caráter fragmentário, o recorte de personagens e paisagens, as dimensões reduzidas dos textos coligidos e o pendor documentário dessa recolha de crônicas da infância que conduzem o leitor a surpreender a tangência e a contaminação das operações da escrita memorialística pelos processos do dispositivo fotográfico, aqui considerado tanto como metáfora da permanência dos resíduos mnemônicos no aparelho psíquico, quanto como sintoma que reúne a fotografia e as écritures de soi na mesma tensão indecidível entre o registro testemunhal do passado e as muitas irrupções do imaginário e da ficção. Ali mudada em tipos imóveis, a memória textualizada nos mobiliza para vivificar o que está morto, como no paradoxo em que a fotografia se diz: eternização do instante .