Ernestina é mais do que um romance autobiográfico ou um volume de memórias de família ficcionadas. É um retrato de Trás-os-Montes, dos anos 1930 aos anos 1950, um romance que transcende o relato regionalista e que transpôs fronteiras, transformando-se num fenómeno editorial na Holanda. Ernestina é também o nome da mãe do autor e da intrépida protagonista deste livro.
In deze grootse en meeslepende familiekroniek, die bijna 400 jaar omspant, legt João Ubaldo Ribeiro de geschiedenis en de ziel van Brazilië en de Brazilianen bloot. Te midden van oorlogen, walvisjacht, macumba, moord, kannibalisme en slavernij voltrekt zich de moeizame strijd om onafhankelijkheid voor Brazilië. Ribeiro beschrijft deze geschiedenis aan de hand van een aantal onvergetelijke karakters in prachtig, kleurrijk en klankvol proza. Een meesterwerk van het kaliber van Honderd jaar eenzaamheid.
The world's threats are universal like the sun but Ricardo Reis takes shelter under his own shadow.Back in Lisbon after sixteen years practicing medicine in Brazil, Ricardo Reis wanders the rain-sodden streets. He longs for the unattainably aristocratic Marcenda, but it is Lydia, the hotel chamber maid who makes and shares his bed. His old friend, the poet Fernando Pessoa, returns to see him, still wearing the suit he was buried in six weeks earlier. It is 1936, the clouds of Fascism are gathering ominously above them, so they talk; a wonderful, rambling discourse on art, truth, poetry, philosophy, destiny and love.
A driver waiting at the traffic lights goes blind. An opthamologist tries to diagnose his distinctive white blindness, but is affected before he can read the text books. It becomes a contagion, spreading throughout the city. Trying to stem the epidemic the authorities herd the afflicted into a mental asylum where the wards are terrorised by blind thugs. And when fire destroys the asylum the inmates burst forth and the last links with a supposedly civilised society are snapped.
Op het sterfbed van haar moeder krijgt Laurentina Manso, een Mozambikaanse die in Lissabon woont, te horen dat ze geadopteerd is. Ze is de dochter van een in het kraambed overleden meisje en de Angolese zanger-muzikant Faustino Manso. Maar Laurentina is niet zijn enige kind: bij zijn dood liet Manso acht weduwen en achttien kinderen achter, verspreid over verschillende steden en landen in Afrika. Laurentina reist naar Afrika om een documentaire te maken over de vader die ze nooit heeft gekend, en gaat tegelijkertijd op zoek naar de vrouwen in haar vaders leven. Daar komt ze tot een ingrijpende ontdekking, die haar leven overhoop gooit.
As the socialist revolution closes in, a once-wealthy Portuguese family is accused of economic sabotage and must escape across the border to Spain. But the patriarch lies dying, and his greedy son-in-law is scheming to secure the remains of the crumbling estate for himself. Only other family members keep getting in the way.
Alternate cover edition here Era uma vez um rei que fez promessa de levantar convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido. «Um romance histórico inovador. Personagem principal, o Convento de Mafra. O escritor aparta-se da descrição engessada, privilegiando a caracterização de uma época. Segue o estilo: "Era uma vez um rei que fez promessas de levantar um convento em Mafra... Era uma vez a gente que construiu esse convento... Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes... Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido". Tudo, "era uma vez...". Logo a começar por "D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher, D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa portuguesa a até hoje ainda não emprenhou (...). Depois, a sobressair, essa espantosa personagem, Blimunda, ao encontro de Baltasar. Milhares de léguas andou Blimundo, e o romance correu mundo, na escrita e na ópera (numa adaptação do compositor italiano Azio Corghi). Para a nossa memória ficam essas duas personagens inesquecíveis, um Sete Sóis e o outro Sete Luas, a passearem o seu amor pelo Portugal violento e inquisitorial dos tristes tempos do rei D. João V.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)